quarta-feira, 13 de abril de 2011
Per-versos: Spleen mes chers Diacuí
segunda-feira, 22 de junho de 2009
terça-feira, 7 de abril de 2009
per-versos

Não quero mais transformar os fatos em poesia:
Quero que a poesia se torne realidade
Não quero mais viajar inventando paisagens
Quero um destino seguro
Para que todo o mundo se torne caminho
Quando os passos me trouxerem de volta
Para a nossa casa
Mas, não seremos um: seremos dois,
Seremos vários e múltiplos
Seremos um pro outro tudo
(sem arestas )
Para isso as janelas estarão abertas
E em nosso jardim guardaremos o mistério
De uma angústia amarela
No que há de triste na sina do girassol.
Sim, de noite até podemos ficar calados
E ver o amor e as fases da lua
Tendo a certeza do sol e dos ciclos
Talvez não chovam estrelas
Nem sejam nove as luas do céu
Talvez só existam nuvens
E mesmo uma chuva pálida
Mas quero o remédio, o veneno e a magia
De tudo
Que o amor pode transformar.
Imagens: Telas de Marc Chagall
per-versos

mesmo na escuridão,
quando tento te acordar,
seu sonho brilha neon
e não deixa a insônia descansar.
Galileu nada sabia de umbigo,
essa chama que queima no improviso,
nada sabia de Narciso
e seu caso com a Dama de Vermelho.
do que dissolve o peso da gravidade
em apenas um refém do sentimento
que brota no peito do especulador
quando valoriza a ação a qualquer preço
incentivando a locação de um filme Rambo.
se o que é sólido é essa fumaça no ar
meu pulmão é (clichê ) cimento fresco
onde ficam as pegadas desse amor
num cigarro que acendo p’ra ver se esqueço
quinta-feira, 2 de abril de 2009
per-versos: do guardanapo do buteco
eu te fiz pra mim,
mas você disse não.
deus que o diga:
há sempre um excesso na perfeição.
você é minha demais
como eu sou de deus
se ele fez tudo (tudo)
e me mantenho ateu.
Fonte da imagem: http://www.geografiassuburbanas.blogspot.com/




