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sábado, 2 de julho de 2011

Invente-se

Hoje vi Meia noite em Paris, do Woody Allen. Filme muito bom, não explica o que não tem que ser explicado e vai logo ao que interessa na história. Tudo muito bem contado, como sempre acontece nos filmes dele. O filme é sobre a nostalgia e a sensação de que as épocas passadas são sempre melhores do que o presente e a forma que esse tema se apresenta é bem interessante: o que aconteceria se você pudesse voltar no passado, à época e lugar que você acha mais interessante que já existiu?

Sobre um tema parecido com esse, Contardo Calligaris escreveu, em sua coluna na Folha de São Paulo, sobre como podemos inventar nossa própria história. Nossa vida é, então, tão interessante quanto a capacidade que temos de contá-la dessa forma. Ou seja, inventamos personagens de nós mesmos nas nossas lembranças, ao contar nossa vida. Por isso pensamos, às vezes, como éramos tão felizes na infância ou na adolescência mas, na época, não nos víamos tão felizes assim.

Estamos todos condenados a viver o presente. Não é possível viver o passado e, mesmo se fosse, seria o mesmo que viver o presente: só seria mais interessante se soubéssemos contar nossas histórias de forma mais interessante. Já que estamos condenados ao presente, inventemos um bom personagem para nós.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cinema 3D é só isso?


Demorei um pouco para ver o meu primeiro filme em cinema 3D e, quando vi, a onda de euforia já estava passando. Agora, parece que voltaremos aos filmes 2D mesmo e só fico me perguntando o que farão com todas essas salas 3D que foram instaladas nos cinemas.

Não gostei nada de ver filmes em 3D. Muitos me falam que os filmes 3D tem uma profundidade maior e tal... eu não vi dessa forma. Acho que a tecnologia ainda está muito mal desenvolvida, apesar de estar aí já há muitos anos. Parece aquelas imagens do Chapolim, quando o personagem vai voar ou fica pequeno e aparece recortado na cena, sem sombra, falso. Da mesma forma, tive a impressão que, nos filmes 3D, os atores parecem recortados do fundo. Não parece natural. Não dá para ver, por exemplo, os contornos do rosto da pessoa, como vemos na vida real.

As cenas de ação também criam um arrasto insuportável. Não dá para acompanhar quando tem muito movimento. Além disso, cansa muito a vista e quando você tira os óculos, não dá para enxergar nada.

Quando eu vi o Rio em 3D, ficava um contorno vermelho horrível em torno dos personagens. Não sei se isso foi uma configuração mal feita do pessoal do cinema, mas estava muito ruim mesmo (a imagem, não o filme, que é ótimo).

O outro filme que vi em 3D foi o Thor. As imagens de Asgard ficaram bem legais, mas as cenas de ação não dava nem pra acompanhar. Parecia aqueles primeiros filmes ripados em divx que toda imagem de ação ficava com muito arrasto.

Daqui pra frente, não pretendo mais pagar mais caro. Vou ver filmes em 2D mesmo, que essa nova tecnologia não acrescenta em nada na linguagem dos filmes e só serve para arrancar uma grana a mais da gente mesmo.

terça-feira, 21 de abril de 2009

O jumento santo - William Paiva

O diretor William Paiva é destaque este mes na revista Bravo!. Com 34 anos e apenas três dedicados a animação, Paiva conquistou com seu primeiro curta, O jumento santo e a cidade que se acabou antes de começar, os prêmios do Cine Pe e do Granimado. Este primeiro filme foi dirigido juntamente com Leonardo Domingues. A revista destaca o talento de Paiva e marca expectativa sobre seus trabalhos futuros.
A expectativa é justificada e assim será também para quem guardar 11 minutos, tempo necessário para assistir o primeiro trabalho de Paiva, que posto aí embaixo. Baseado no universo do cordel a animação é o melhor argumento dessa propaganda toda.

Parte 1


Parte 2